Tempo

Tempo

Tempo

Falar sobre o tempo é falar da vida! Um tempo contínuo que nos dá a sensação de tranquilidade, conhecimento, previsibilidade e um tempo descontínuo, das rupturas, das mudanças, das rachaduras.

Ao longo da história, a ideia de tempo e de espaço, importantes categorias de organização e localização, marcaram descobertas e fatos que traduzem a trajetória da humanidade. Tais categorias circunscrevem a realidade na qual estamos lidando e por isso, evidenciam nosso lugar de fala, olhando e analisando o fato ou o objeto. Por isso, podem indicar fatos sociais de diferentes análises e percepções.

O tempo considerado na sua temporalidade pode ser visto como passado, presente e futuro. Tempo passado é através das experiências vividas, das memórias (re)vividas, dos desgastes dos materiais, do envelhecimento. Tempo presente é o tempo do agora, o que está acontecendo aqui e agora, que chama à ação, dos fazeres, amores, paixões. Tempo futuro é o tempo da esperança, do que está por vir, dos sonhos e dos desejos, do que nos move para seguir em frente, a partir das referências assumidas. Mas todos esses tempos estão no aqui-agora, quando falamos ou pensamos neles.

Além da temporalidade, o tempo está carregado de subjetividades quando a sua percepção pode estar envolvida em atividades prazerosas e daí, achar que ele passou muito rápido, ou ao contrário, contaminado pelas experiências dolorosas, considerá-lo uma eternidade.

Tempo e amadurecimento é uma relação de sabedoria vida, quando é possível usar do distanciamento social para se afastar do fato ocorrido para pensar, refletir sobre ele, e então, tomar posições menos acaloradas, precipitadas.

Marcelo Gleiser, no documentário “quanto tempo o tempo tem”, fala sobre a aceleração da consciência da percepção: “As transições tecnológicas sempre vão tentando fazer isso de alguma forma. Vamos conquistando o espaço, viajando casa vez mais rápido no espaço. No cavalo, na carroça, no trem, no carro, no avião. Até chegar à internet, quando o espaço desaparece. E se o espaço desaparece o tempo fica instantâneo”.

Tempo é identidade, é uma construção de experiências de vida, de bagagem, de formas de pensar e agir pessoal e socialmente.

Nas palavras de Caetano, tempo é senhor do destino: “És um senhor tão bonito,
Quanto a cara do meu filho, Tempo, Tempo, Tempo, Tempo, Vou te fazer um pedido, Tempo, Tempo, Tempo, Tempo…”