O Novo Poder e um mundo mais colaborativo.

Novo Poder

O Novo Poder e um mundo mais colaborativo.

Por que falar em um Novo Poder? Estamos sempre querendo mudar o estado das coisas, e até fazemos isso muito naturalmente, por vezes. No entanto, vivemos a partir de padrões. E eles estão por toda a parte, inclusive no nosso comportamento e em tudo que nos cerca.

Com a ajuda das Redes Sociais e da tecnologia, cada vez mais, novas formas de comunicação e de engajamento surgem e, à frente delas, as novas gerações vão se tornando protagonistas de de grandes mudanças. E, aí perguntamos novamente: Por que falar em Poder?

Poder ou relações de poder são expressões pouco frequentes nas falas dos jovens, adolescentes, alunos de ensino médio e universitários. São estereótipos que não ocupam muito suas conversas. Não que se desconheçam estas manifestações, muito ao contrário: transitam pelas forças do Velho e do Novo Poder, sem tratá-las de forma explícita. Vivenciam muito mais do que as discutem e de forma cada vez mais crítica e participativa.

Estaríamos tratando de política, de relações de trabalho, do sentido de autoridade? De certa forma, sim, falamos um pouco de tudo isso. Mas numa perspectiva de novas relações e construção de mundo.

Para situar o tema, trouxemos a definição do filósofo britânico Bertrand Russel, segundo a qual, poder é “a capacidade de produzir os efeitos pretendidos”. Isso quer dizer que todas as nossas ações estão carregadas de poder, sejam elas mais ou menos conscientes ou intencionais.

Neste mundo líquido e de incertezas que estamos vivendo, identificamos nas pessoas, grupos e organizações, em níveis local e global, diversas manifestações de poder, sempre na busca de resultados desejados, seja nos campos afetivo, acadêmico, econômico, político, etc

Em relação à nova economia, que é caracterizada pela tecnologia, pela biotecnologia e pelas ações humanas, cada vez mais direcionadas para a criatividade, podemos perceber a coexistência de movimentos, tanto do velho poder, como do novo poder, que são assim caracterizadas pelos estudiosos Jeremy Heimans, Henry Timms, e de novas competências técnicas e socioemocionais.

 

 

No quadro acima podemos perceber que o Velho Poder é evidente em modelos de liderança centrada em uma só autoridade, numa pessoa, no chefe, na instituição e no seu fortalecimento. O Velho Poder funciona de forma hierarquizada, com funções fragmentadas, muitas vezes tornando o trabalho burocratizado e setorizado. São modelos de uma via com pouca ou nenhuma interação externa.

Já os movimentos baseados no Novo Poder, têm como princípio a participação, a capacidade de se realizar a autocrítica, seja nas suas relações pessoais, no trabalho e, principalmente, ao se criarem ações em favor de valores e propósitos coletivos e sustentáveis.

As empresas e organizações que partem dos paradigmas do Novo Poder, sabem da força que têm as conversas sinceras e verdadeiras em torno de seus negócios e da efetividade das ações de mudança, que surgem daí, para a inovação. Por isso, são empresas ágeis, trabalham com equipes entrosadas e focadas em seus propósitos.

Na busca de sobrevivência no mercado, empresas que ainda se utilizam do modelo de gestão do Velho Poder têm se equivocado ao tentar usar a tecnologia e as redes sociais como ferramentas do Novo Poder, porém com o mesmo modelo de trabalho, centralizador, vertical, que promove respostas parciais. Ao contrário de um movimento que se lança numa dinâmica muito mais ampla e transformadora.

Processos de mudanças convivem com forças antagônicas que atuam, por um período, no mesmo momento e espaço. Por isso, concepções de trabalho que utilizam o Velho e o Novo Poder continuarão coexistindo por um tempo.

Mas, os processos de transformação estão atuando e, por isso, não basta ter esperança ou apenas acreditar no poder das multidões. Como afirmam Jeremy Heimans e Henry Timms, o desafio é “redesenhar os sistemas/as estruturas e empoderar as pessoas”, para que atuem no centro de suas empresas de forma ética e comprometida com o bem comum, com as comunidades e com novas lógicas e sentidos de vida.

Nós, da equipe do Tem Lugar para Mim? estamos aqui para construir, juntas com vocês, relações baseadas nesse Novo Poder, compartilhando experiências, conhecimentos e novas formas de trabalho e, assim, construindo relações muito mais vivas e consistentes.