O futuro é Bio

O Futuro É Bio

O futuro é Bio

A equação é simples: aumento da população mundial + esgotamento de recursos finitos e não renováveis = mundo insustentável.

Isso quer dizer que o crescimento da população mundial e o uso de recursos não renováveis e finitos são preocupações mundiais que vem direcionando a busca de novas matrizes que sejam capazes de garantir um mundo mais sustentável. Para tanto, é necessário que a Tecnologia e os conhecimentos da Biologia e das Ciências Econômicas formem uma economia circular que levem a um novo modelo de gestão dos diversos setores da sociedade.

Esse novo modelo, redefine a ideia de crescimento e considera a economia circular como um conceito estratégico que põe no centro a sustentabilidade, a redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e energia. Faz girar uma nova economia que utiliza tecnologia e fontes de recursos renováveis com práticas sustentáveis.

Daí surge a Bieconomia, um conceito desenvolvido por Nicholas Georgescu-Roegen, economista romeno que, nos anos 70 do século XX, realizou estudos sobre a aplicação das Ciências Econômicas e da Biofísica, voltados para pesquisas sobre “os novos problemas da vida atual, como: mudanças climáticas, crise econômica mundial, substituição do uso de energias fósseis, saúde, qualidade de vida da população, etc.”

Nesse sentido, a Bioeconomia é considerada uma economia humana, centrada no equilíbrio entre a produção e a natureza.

O desenvolvimento de alternativas sustentáveis oriundas da Biotecnologia, da tecnologia de informação e outras áreas afins, estão subsidiando estudos e metodologias capazes de criar novos produtos, como: bioalimentos, biocosméticos, bioinsumos, biofármacos, biotecidos, que já estão impactando a economia e novas formas de consumo da população. Já temos alguns exemplos, como a produção de alimentos originalmente extraídos de animais – sendo produzidos agora a partir da proteína vegetal, proteínas extraídas de insetos; tecidos e materiais da indústria têxtil feitos de material reciclado e até mesmo com micro-organismos vivos, de matéria orgânica.

Com isso, o uso de animais em cativeiro e uso de energias fósseis deixarão de ser empregadas e já representam tendências de um futuro que já começou.

O alto custo das pesquisas e dos produtos Bio no mercado ainda dificultam a sua aquisição e, com isso, a renovação de um modo de vida mais sustentável. No entanto, a divulgação dos malefícios de produtos, indústrias e serviços que agridem o meio ambiente têm servido para ajudar a criar uma nova mentalidade e forçar grupos de grandes interesses a mudarem suas estratégias comerciais.

Fontes:

http://kiotoambiental.com.br/bioeconomia-matrizes-renovaveis-e-biotecnologia-podem-ser-a-solucao-rumo-a-economia-sustentavel/

https://domtotal.com/diario-bordo.php?diaId=208