FAMÍLIAS: COMO SERÁ O FUTURO DE NOSSOS FILHOS?

FAMÍLIAS: COMO SERÁ O FUTURO DE NOSSOS FILHOS?

Como ajudar meu filho ou minha filha a encontrar seu caminho profissional? Deixar que busquem suas alternativas sozinhos? Mostrar possibilidades? Sugerir que deem continuidade ao trabalho da família? Fazer um investimento para que possam estudar fora do país? Conversar sobre desemprego? Sobre os riscos da nova economia e, talvez, desanimá-los?

Muitas dúvidas, nenhuma regra fixa, respostas nem certas nem erradas… O que se sabe pelas pesquisas (Juventudes, 2017, www.fazsentido.org.br) é que a família continua a exercer influência na vida profissional dos filhos – seja na escolha, seja na trajetória.  Intervindo, sugerindo, e até mesmo não tocando no assunto, ou dando liberdade para as escolhas.

Qualquer que seja a forma, o jovem vai lidar com esse momento construindo sua identidade e sua visão do trabalho através de suas percepções em torno dos valores vividos pela família: Como os pais vivem suas questões do trabalho, suas identificações; como lida com os desafios e os desafetos; os investimentos pessoais e acadêmicos que faz; as relações de amizade que constrói e as de que se afasta, enfim, relações em que muito mais do que se fala é assimilado… ou melhor, o que se incorpora é o que se vivencia.

Mesmo assim, é preciso diálogo, conversas para saber como essas percepções estão tendo sentido na vida do jovem e de que forma elas podem ser desconstruídas (se necessário), e reformuladas com a ajuda do adulto.

Outros influenciadores de opinião também atuam na vida do jovem: seus professores preferidos, colegas de colégio, de universidade e de sua própria infância. Mais recentemente temos, também, os youtubers – novos personagens que estão na mídia social e que expressam suas opiniões de forma clara, objetiva, com uma linguagem próxima à do jovem, participam da sua vida diária.

Por outro lado, o cenário mundial das oportunidades de emprego, clássico como conhecemos hoje, é cada vez mais competitivo e escasso, requerendo qualificação constante e competitividade. Os índices de desemprego são crescentes e desencorajam a juventude. Por isso, é importante alimentar a esperança e apresentar novas possibilidades.

As tendências da nova economia – que unem tecnologia, criatividade, informalidade, trabalhos temporários e trabalhos por projetos, vêm se constituindo em novas rotas.

Alguns estudos, já apontam que os jovens atuarão em áreas não diretamente ligadas aos cursos universitários que concluíram ou concluirão. Por isso, é importante estar aberto para construir, de uma maneira inovadora, esses caminhos.

Em consonância com essas tendências, o crescimento de startups vem impactando o mercado e as instituições, congregando jovens a se engajarem numa ideia, num propósito e em negócios, na perspectiva do empreendedorismo.

Essas iniciativas que, em sua maioria, partem de grupos de amigos em torno de uma ideia e da adesão a um tipo de negócio, demanda assessorias especializadas, ações de todos os envolvidos com técnicas e responsabilidades bem distribuídas na equipe. Entra em cena, o coletivo, a equipe, todos em torno do sucesso de uma ideia. Esse é o sentido da comunidade!

O modelo de comunidade se assemelha ao modelo familiar e o das tarefas da casa, mas é um paradigma de gestão que vem sendo constantemente ressignificado. O que se percebe é que as aprendizagens e as vivências das tarefas na vida familiar poderão ajudar nas novas relações de trabalho. Organização, foco, manualidades, liderança e empatia são a base da estrutura que vão favorecer esse novo olhar.

As famílias continuam influenciando na formação profissional dos jovens. Tradição, estilos, referências e tendências inovadoras, colaboram na identidade profissional de seus filhos. O que hoje se mostra, até mesmo, na inversão de lugares nessa construção de futuro – em que pais passam a fazer parte nos novos modelos de negócios criados por seus próprios filhos. Daí a importância de se permitir conhecer esses novos cenários.