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“Tudo se desestrutura pra você se estruturar”  – Alento, Marcelo Jeneci.

Esse é o tempo da travessia, aquilo que já foi um dia e agora não é mais a mesma coisa; não tem o mesmo sentido de antes. Saiu do lugar. Desconectou. Perdeu o rumo, ruiu. É o tempo de buscar outro caminho, falar e escutar, pensar, percorrer outros lugares. É tempo de se fazer uma nova viagem, construir outra trajetória, percorrendo outra rota.

A travessia tem a ver com tudo que se conecta com a nossa vida. É se deparar com o futuro vivendo cada fase da transição. A travessia nos envolve em sentimentos ambíguos, de dúvidas, de movimento e de escolha. Ela nos pergunta se queremos ir ou ficar, se queremos nos arriscar ou permaner onde estamos. É aquela busca constante de sentido, de autoconhecimento, de crescimento.

A travessia também é viver períodos de transição como o vestibular, o Enem, sair de casa e ir morar com amigos, romper ou assumir um relacionamento, mudar de cidade, escolher um curso no qual ninguém acredita, conseguir trabalho, ganhar dinheiro, fazer trabalho voluntário na África, assumir a sexualidade de forma plena, tornar-se vegano. É muita coisa!

Mas a travessia vale mais a pena, ainda, quando a gente se alia a pessoas do bem, “com gente fina, elegante e sincera”, como na música Tempos Modernos, do Lulu Santos. Viver a travessia com amigos e familiares queridos, que torcem por nós e nos ajudam a pensar… aqueles que  respeitam o nosso tempo,  falam de suas experiências sem querer decidir o nosso  caminho… Esses nos fortalecem com o seu afeto.

Ao longo da travessia, também erramos, nos arrependemos de um ou outro caminho trilhado, nos deparamos com obstáculos maiores do que podemos superar naquele momento, sentimos medo, decepção, tristeza. Paralisamos!!!

E aí? O que fazer? Que tal se inspirar na música Travessia, de Milton Nascimento, que nos mostra que a vida é muito mais do que o que já foi vivido, tem muitos recomeços? Na retomada, ela segue assim: “Tenho muito que viver. Vou querer amar de novo e se não der não vou sofrer. Já não sonho, hoje faço com o meu braço o meu viver”.

Na travessia, é permitido ir e voltar, recuar, buscar novos caminhos. O importante é poder reconectar-se consigo mesmo, dar-se uma nova chance para recomeçar, valorizando a experiência vivida e buscando inspiração para novas trilhas e rotas.

Nosso projeto Tem Lugar para Mim? está com você em sua travessia, nas Trilhas pelas quais você vai construindo o seu caminho, cada vez mais confiante e entendendo que sempre é possível refazer ou criar novas trilhas.

Por que falar em um Novo Poder? Estamos sempre querendo mudar o estado das coisas, e até fazemos isso muito naturalmente, por vezes. No entanto, vivemos a partir de padrões. E eles estão por toda a parte, inclusive no nosso comportamento e em tudo que nos cerca.

Com a ajuda das Redes Sociais e da tecnologia, cada vez mais, novas formas de comunicação e de engajamento surgem e, à frente delas, as novas gerações vão se tornando protagonistas de de grandes mudanças. E, aí perguntamos novamente: Por que falar em Poder?

Poder ou relações de poder são expressões pouco frequentes nas falas dos jovens, adolescentes, alunos de ensino médio e universitários. São estereótipos que não ocupam muito suas conversas. Não que se desconheçam estas manifestações, muito ao contrário: transitam pelas forças do Velho e do Novo Poder, sem tratá-las de forma explícita. Vivenciam muito mais do que as discutem e de forma cada vez mais crítica e participativa.

Estaríamos tratando de política, de relações de trabalho, do sentido de autoridade? De certa forma, sim, falamos um pouco de tudo isso. Mas numa perspectiva de novas relações e construção de mundo.

Para situar o tema, trouxemos a definição do filósofo britânico Bertrand Russel, segundo a qual, poder é “a capacidade de produzir os efeitos pretendidos”. Isso quer dizer que todas as nossas ações estão carregadas de poder, sejam elas mais ou menos conscientes ou intencionais.

Neste mundo líquido e de incertezas que estamos vivendo, identificamos nas pessoas, grupos e organizações, em níveis local e global, diversas manifestações de poder, sempre na busca de resultados desejados, seja nos campos afetivo, acadêmico, econômico, político, etc

Em relação à nova economia, que é caracterizada pela tecnologia, pela biotecnologia e pelas ações humanas, cada vez mais direcionadas para a criatividade, podemos perceber a coexistência de movimentos, tanto do velho poder, como do novo poder, que são assim caracterizadas pelos estudiosos Jeremy Heimans, Henry Timms, e de novas competências técnicas e socioemocionais.

 

 

No quadro acima podemos perceber que o Velho Poder é evidente em modelos de liderança centrada em uma só autoridade, numa pessoa, no chefe, na instituição e no seu fortalecimento. O Velho Poder funciona de forma hierarquizada, com funções fragmentadas, muitas vezes tornando o trabalho burocratizado e setorizado. São modelos de uma via com pouca ou nenhuma interação externa.

Já os movimentos baseados no Novo Poder, têm como princípio a participação, a capacidade de se realizar a autocrítica, seja nas suas relações pessoais, no trabalho e, principalmente, ao se criarem ações em favor de valores e propósitos coletivos e sustentáveis.

As empresas e organizações que partem dos paradigmas do Novo Poder, sabem da força que têm as conversas sinceras e verdadeiras em torno de seus negócios e da efetividade das ações de mudança, que surgem daí, para a inovação. Por isso, são empresas ágeis, trabalham com equipes entrosadas e focadas em seus propósitos.

Na busca de sobrevivência no mercado, empresas que ainda se utilizam do modelo de gestão do Velho Poder têm se equivocado ao tentar usar a tecnologia e as redes sociais como ferramentas do Novo Poder, porém com o mesmo modelo de trabalho, centralizador, vertical, que promove respostas parciais. Ao contrário de um movimento que se lança numa dinâmica muito mais ampla e transformadora.

Processos de mudanças convivem com forças antagônicas que atuam, por um período, no mesmo momento e espaço. Por isso, concepções de trabalho que utilizam o Velho e o Novo Poder continuarão coexistindo por um tempo.

Mas, os processos de transformação estão atuando e, por isso, não basta ter esperança ou apenas acreditar no poder das multidões. Como afirmam Jeremy Heimans e Henry Timms, o desafio é “redesenhar os sistemas/as estruturas e empoderar as pessoas”, para que atuem no centro de suas empresas de forma ética e comprometida com o bem comum, com as comunidades e com novas lógicas e sentidos de vida.

Nós, da equipe do Tem Lugar para Mim? estamos aqui para construir, juntas com vocês, relações baseadas nesse Novo Poder, compartilhando experiências, conhecimentos e novas formas de trabalho e, assim, construindo relações muito mais vivas e consistentes.

A pausa do meio do ano é rápida, mas dá para recuperar as energias! Desejamos a todos e a todas um ótimo retorno e boas vibrações para o segundo semestre!

 

A hiperconectividade deu origem a novos modelos e novas mentalidades. Como estamos transitando por essas mudanças?

Bertrand Russell define “poder” como “a capacidade de produzir efeitos desejados”. Nesta nova série vamos ver como algumas pessoas estão fazendo para transformar o mundo, cada vez mais complexo, promovendo e inspirando atitudes.

Amizade é um sentimento que surge no encontro com pessoas especiais, que compartilham carinho, proteção, lealdade, ajuda mútua. Às vezes surge quando você menos espera. Às vezes é história de uma vida inteira. Há amizades tão bacanas que se tornam família das boas!!!

 

17 de julho é o Dia Mundial do Emoji. A Emojipedia aproveita a data para anunciar o lançamento de 230 novos Emojis que serão liberados aos poucos, a partir de agosto, nos diversos dispositivos e Redes Sociais. Diversidade, novos animais, novos alimentos e acessibilidade, são alguns temas que chegarão nesse novo pacote. Vai ficar ainda mais divertido conversar com a galera!

Veja aqui, também, os Emojis mais populares de 2019, até agora.

Aproveite e veja no Youtube da Emojipedia o vídeo que apresenta os novos lançamentos: https://youtu.be/4HJhBUIVul8

Os momentos de ruptura na vida de cada um geralmente ocorrem a partir de um desejo, uma vontade, inspirações, de um desafio ou da superação de seus próprios limites. A virada de chave se dá, contudo, a partir de um somatório de experiências, desenvolvimento de habilidades, autoconhecimento, conhecimento de mundo e muita elaboração pessoal, que criam condições para uma construção singular. E assim, uma experiência surge e se destaca em soluções que transformam.

Algumas pessoas vêm se destacando e mudando paradigmas, inspirando comportamentos, objetos de consumo, negócios e formando comunidades engajadas.

Destacamos alguns exemplos de pessoas que mudaram cenários, chamam a atenção para novas histórias e nos inspiram diariamente a sermos melhores.

Acompanhem a nova série nas nossas Redes Sociais.

 

Cenários de férias são formados por estratégias vivas, emocionantes, relaxantes, que ajudam a pensar no futuro, hoje.

Estes cenários, muitas vezes, envolvem negociações familiares com escolhas que vão desde um passeio de férias, um acordo no ambiente de trabalho, até o diálogo com os filhos sobre um simples aniversário na casa da avó.

Experiências disruptivas como um intercâmbio , um curso de férias, um trabalho por demanda ou ainda, um retiro espiritual, podem mudar o rumo da sua vida – levando à conexão com o mundo interno, ampliando seu  autoconhecimento ou , até mesmo, à descoberta de oportunidades de novas inserções no mundo do trabalho.

Cenários de férias trazem bons exercícios para o desenvolvimento de habilidades como empatia, comunicação, pensamento flexível, negociação, criatividade, porque permitem a vivência de situações diversas, interdependentes, que nos fazem sentir emoções fora de uma rotina já conhecida.

Por outro lado, há experiências que nos levam a outro ritmo de vida: O slow life, que é um desacelerar-se e desapegar-se de um estilo de vida essencialmente urbano e frenético.

O que sabemos é que os cenários de férias não nos trazem uma direção única, igual, ou mesmo, pré-estabelecida, mas, com certeza, podem impactar mudanças, e gerar novos tempos e futuros, muitos deles inovadores e antes não imaginados.