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Pensar nos futuros é uma característica dos humanos, pensamos neles todos os dias, desde  o momento que despertamos e acionamos nosso cérebro para responder questões simples: Como vou para o trabalho hoje? Até  questões complexas e existenciais.

Trata-se da habilidade de fazer projeções, criar cenários possíveis e testar possibilidades.

Onde estão os futuros para você?

Como você cuida da sua marca pessoal? Imagem, desempenho… o que você acha ou considera que traz mais valor para você?

Num momento em que a tecnologia potencializa a beleza, os resultados e o crescimento exponencial de muitos negócios, outros valores vêm à tona e levam à decisões radicais.

O seu posicionamento e suas atitudes falam muito mais sobre você. Nem mesmo uma boa administração da suas Redes Sociais vai sustentar a imagem da sua marca pessoal, se não for coerente com a sua vida cotidiana.

Assim, não seria diferente com as marcas comerciais. Um gerenciamento de marca bem embasado (branding), prescinde de uma avaliação e de um planejamento 360º.

Quando a marca decide cancelar um patrocínio como fez a Armour, como resultado da atitude do corredor que chutou o cachorro ao entrar na sua frente, na corrida, a conta não é feita somente ao se olhar para trás, ou seja, o que foi investido financeiramente até então, o investimento em resultados alcançados, recordes, etc.

O olhar vai muito mais à frente: valores (não dinheiro), representatividade, posicionamento…

São questões que movem decisões, nem sempre fáceis, porém imprescindíveis para um resultado sustentável e consistente para a sua marca, seja a pessoal ou comercial.

Precisamos refletir, cada vez mais, que o futuro do trabalho, o qual não podemos esquecer que estamos construindo hoje, demanda investimento no desenvolvimento de habilidades e competências que vão ajudar muito a fortalecer o seu lugar no mundo.

Esse sim, é um investimento que não pode faltar no seu branding pessoal.

Blanche Ferreira
Profissional de Comunicação
Professora
Co-fundadora do: www.temlugarparamim.com.br

Como as novas linguagens vêm fazendo parte das suas conversas?

Já parou para observar o quanto as pessoas ficam impacientes quando a outra fala de suas ideias sem parar? Ou dão lições de vida sobre um assunto, parecendo conhecer tudo sobre aquilo? Ou ainda, repetem o mesmo assunto e ainda, se detém em detalhes da situação narrada? É difícil suportar…

Para lidar com essas conversas pouco interessantes, algumas pessoas se dispersam e  tiram o foco da conversa: consultam o celular, procuram algo na bolsa, consultam agenda, olham para o “nada”…

Agir dessa maneira pode ser considerada, para alguns, como uma atitude de  falta de educação, para outros, uma dificuldade contemporânea de se manter uma conversa tranquila, coerente.  Trata-se de uma dificuldade real do século XXI…

Uma conversa de verdade, envolve o interesse de uma pessoa pelo que a outra está falando, uma escuta ativa, com perguntas e comentários ampliando o assunto, perguntando sobre os sentimentos envolvidos, ou mesmo, olhando atentamente, em silêncio enquanto a outra pessoa fala.

São diversas as manifestações de conexão numa conversa, independente do grau de relacionamento entre as pessoas, das idades e espaços de convivência onde estas atuam, seja no campo pessoal, familiar ou profissional.

Um tipo de conversa, própria do século XXI, se refere àquelas do mundo digital, presentes nas redes sociais, utilizadas para entretenimento e para soluções profissionais. Em tais  conversas, formas de linguagem como: Imagens, memes, emojis e curtidas passaram a integrar novas formas de comunicação e relacionamento.

Nesse mundo digital em que estamos vivendo, as juventudes, protagonistas dessas criações em seu tempo, buscam com essas formas de linguagem, o diálogo aberto, a interação entre grupos distintos, a vivência de múltiplas experiências e a facilidade de inclusão das diferenças, caracterizando, assim, suas formas de ser, agir e pertencer.

E você, como tem desenvolvido as suas conversas?

Já pediu seu presente de Natal para o Papai Noel? De quantos amigos secretos você vai participar nesse ano? E as reuniões com os amigos para celebrar o final do ano? E as mensagens de Natal e Boas Festas, já pensou como serão seus cartões, virtuais ou físicos?

O ano vai fechando e as expectativas para um ano novo vão se construindo com novos e/ou antigos sonhos, desejos e esperança de dias melhores! É tempo também de se voltar para os sentimentos de partilha, reconhecimento, bondade, com os quais a publicidade se encarrega de sensibilizar os corações, incentivar o dar e receber, o carinho, o olhar para o outro, cumprindo seu papel de alavancar as vendas para o comércio.

É interessante perceber que as campanhas de natal que se voltam para o outro têm marcado iniciativas e contado com a adesão de muitas pessoas… Campanhas como, o Natal sem Fome, doação de presentes para crianças, arrecadação de alimentos para certas comunidades, pessoas que distribuem presentes ou alimentos na noite de natal a moradores de rua, pessoas que levam alegria à crianças internadas em hospital, campanhas de adoção de idosos, de animais…

Essas iniciativas caracterizam a ideia de dar , receber e retribuir como elemento humano, bem como a inter-relação, o convívio e a generosidade, a dádiva. Essa última, foi estudada por Mauss (2003 ) sociólogo, que explica que
O entendimento do sentido sociológico da dádiva quebra esta dicotomia para introduzir a ideia da ação social como “inter-ação”, como movimento circular, recebido e retribuído, o qual interfere diretamente tanto na distribuição dos lugares dos membros do grupo social como nas modalidades de reconhecimento, inclusão e prestígio.

De acordo com o Mauss, que investigou a relação da dádiva nas sociedades, ele concluiu que a dádiva perpassa as sociedades tradicionais e modernas, com diferentes tipos, que ora se fundam em relações mais hierarquizantes, ora em manifestações mais democratizantes, mas que têm em comum os fatos sociais, que “inclui todos os fenômenos humanos de natureza econômica, cultural, política, religiosa, entre outros, sem haver nenhuma hierarquia prévia que justifique uma economia natural que precederia os demais fenômenos sociais., trocas de caráter interpessoal e de um sistema de reciprocidades”.

Os estudos de Mauss nos remetem ao sentido mais pleno da humanidade, a relação interpessoal, as trocas e a gratidão. Sabemos da nossa dificuldade de atuar na perspectiva do outro, em vista de um modelo social que valoriza o indivíduo e a competição . Mas cabe a cada um de nós, à família, à escola e demais instituições formativas, despertar nas crianças e adultos, ações que valorizem a interrelação, a cooperação, contrapondo práticas atuais de caráter mercantil.

Em favor de um mundo mais cooperativo, temos acompanhado mudanças nas relações de trabalho que vem resignificando as formas de dividir tarefas, os espaços , visando o compartilhamento de ideias , de posições menos hierarquizadas e de práticas laborais mais amplas.

Nesse cenário que está se desenhando, fiquemos atentos aos novos paradigmas, entendendo que as relações interpessoais estão em foco, nas chamadas de competências socioemocionais.

 

Referência:

https://journals.openedition.org/rccs/954

20 de novembro: A data representa a luta da comunidade negra no dia atribuído à morte de Zumbi dos Palmares, um dos maiores líderes negros do Brasil. Ainda há muita luta pela frente, mas já temos algumas conquistas para comemorar: Ainda que não seja um número fiel à representatividade desta população no país, pela primeira vez temos mais pretos e pardos em nossas universidades públicas. No entanto, para reduzir a desigualdade muitas outras realidades precisam mudar, pois a taxa de analfabetismo, por exemplo, de 9,1% para a população negra, em relação à 3,90% para a branca, é apenas uma dessas referências. Violência, racismo, precariedade nas questões de moradia, desigualdade salarial, são algumas outras. O IBGE traz os dados, mas a verdadeira mudança perpassa a cultura pela diversidade, que depende de cada um de nós. Vamos em frente! Parar, nunca!

 

https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2019/11/pretos-e-pardos-sao-maioria-nas-universidades-publicas-no-brasil-diz-ibge.shtml

 

 

Há momentos na vida que sentimos necessidade e desejo de mudar alguma coisa em nós. Não apenas mudar de lugar, de trabalho, conhecer novos amigos ou trocar os objetos de lugar. Algo mais interno, por dentro… um sentimento, um modo de encarar a vida, ou adquirir uma habilidade ainda pouco frequente no nosso repertório.

Estamos falando de algo verdadeiro, que tem a ver com algo que nos mobilize, nos faça feliz. Por isso, esse desejo não nasce de repente, ele vem sendo germinado, aparece com frequência na nossa mente, não é uma coisa passageira. Geralmente decorre de situações com as quais estamos esbarrando no cotidiano, nos defrontando… parece discreto, porém, é algo inescapável!

No entanto, quando a gente se dá conta, não basta tomar a decisão “vou mudar”, porque isso não garante a concretização da mudança como se fosse algo fácil e rápido! É lento… processual, e possível!

A tal motivação, é essencial para mobilizar e trilhar os caminhos, começa imperceptível, mas precisa ser percebida como um ponto de partida e ir além. Os esportistas são bons exemplos para observarmos esses pequenos movimentos e até onde podem nos fazer chegar! Eles usam da persistência, da tenacidade – habilidades necessárias para compreender que precisam começar aos poucos e continuar buscando resultados e desempenho cada vez melhores.

Nesse sentido, o atleta Joel Moraes, relata sua experiência no livro: Esteja, viva, permaneça 100% presente:

Por isso, uma grande lição que tive como atleta é não depender apenas de motivação. Ela não é confiável. Ninguém precisa esperar até se sentir cheio de vontade para começar alguma coisa – nem para continuar. Aja imediata e regularmente… que a motivação virá. Mas também não dependa dela para continuar…

Joel comenta também da importância de valorizar os pequenos passos, são eles que nos impulsionam a seguir em frente. Veja os conselhos desse atleta:

Em vez de decretar “eu quero isso”, reflita se está dando um passo nessa direção – um passo pequeno por vez e de maneira frequente, e não um passo enorme, que cansa por exigir muito esforço e energia num curto espaço de tempo. Em vez de querer várias coisas por dia, coloque seu foco em apenas uma.

Outro lado importante para sustentar o efeito dos pequenos passos é o apoio dos amigos, ou seja, a gente deve evitar estar sozinho/a nessa tarefa. É essencial participar de uma comunidade de pessoas que estejam investindo na mesma empreitada que você, de modo que seja possível acompanhar os passos de cada um e se sentir parte dos avanços, erros e recuos, como elementos naturais desse processo.

Sobre este aspecto, Zygmunt Bauman, faz o questionamento a seguir

Como se pode lutar contra as adversidades do destino sozinho, sem a ajuda de amigos fiéis e dedicados, sem um companheiro de vida, pronto para compartilhar os altos e baixos?

Considerando que estamos falando de pessoas, seres humanos, e não de máquinas programáveis, conseguimos entender esse movimento em sua complexidade, pois isso precisa ser trabalhado suavemente em nossas vidas. Segundo o professor José Moran, precisamos

…dar-nos apoio incondicional mesmo quando retroagimos, O apoio afetivo é fundamental para não esmorecer. E retomar sempre nosso processo de mudança, como um lento cerco que fazemos às muralhas com que nos defendemos…

E nesse cenário de viradas, buscas, renovação, reinvenção de nós mesmos, encontramos a força motriz para viver o Ikigai (em japonês: 生き甲斐), que os japoneses caracterizam como a busca de si mesmo, a razão da existência, que é diferente para cada pessoa.